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Mostrando postagens de 2026

Da série Conceitos: o estigma secretarial

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Ilustração por Owen Gent. Há alguns anos, escrevi sobre aquilo que chamei de preconceito secretarial . Naquele momento, interessava-me pensar as relações construídas dentro da própria profissão, especialmente quando profissionais de Secretariado passam a medir a importância de seus pares a partir do lugar em que trabalham, do salário que recebem, do cargo de quem assessoram ou do prestígio da organização à qual estão vinculados. Era, portanto, um olhar para dentro: uma tentativa de compreender como nós mesmos podemos reproduzir hierarquias e estabelecer distinções que diminuem profissionais que compartilham conosco um mesmo campo de formação e atuação. Tenho pensado, contudo, que existe outra dimensão desse debate. Uma que não nasce necessariamente entre nós, embora também possa ser reproduzida por nós. Ela está no modo como socialmente aprendemos a enxergar o Secretariado e, principalmente, no conjunto de ideias que parece acompanhar as palavras secretária e secretário antes mesmo q...

Comecei como Executive Assistant (EA) ou Administrative Assistant: o que você precisa saber e aprender

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  Nota inicial: comecei a construir este texto há um tempo, acredito que há mais de 2 anos, mas somente agora consegui finalizá-lo para disponibilizar a você. Ele surge considerando que a maior parte do meu público atualmente é internacional e buscam conteúdos na área do secretariado. Espero que sirva como uma base para você compreender a profissão está iniciando.

O exercício diário que me ajudou a perdoar o meu "eu": o caminho do autoperdão

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Art by Owen Gent. Existe uma crueldade silenciosa que muitas vezes praticamos contra nós mesmos: julgar nossa versão do passado com os conhecimentos e maturidade que possuímos hoje. O adulto que você é agora olha para trás e encontra uma longa lista de decisões, omissões, escolhas equivocadas, medos, silêncios e situações que gostaria de ter enfrentado de outro modo. Nisso, surgem vários "eu deveria" em um tribunal interno permanente: "Eu deveria ter reagido", "Eu deveria ter percebido", "Eu deveria ter ido embora", "Eu deveria ter me defendido". A grande questão é: como poderíamos saber naquela época aquilo que só aprendemos depois de atravessar tudo o que atravessamos?  Nossa versão do passado não tinha acesso aos recursos emocionais, intelectuais e afetivos que construímos ao longo dos anos. Ela fazia o melhor que conseguia com as ferramentas disponíveis naquele momento. É aí que o perdão começa. A criança que você foi não tinha as r...