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Comecei como Executive Assistant (EA) ou Administrative Assistant: o que você precisa saber e aprender

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  Nota inicial: comecei a construir este texto há um tempo, acredito que há mais de 2 anos, mas somente agora consegui finalizá-lo para disponibilizar a você. Ele surge considerando que a maior parte do meu público atualmente é internacional e buscam conteúdos na área do secretariado. Espero que sirva como uma base para você compreender a profissão está iniciando.

A capacidade de articulação como técnica secretarial

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Autoria não identificada. Quando pensamos nas técnicas secretariais, algumas atividades aparecem quase imediatamente, como gestão de agendas, organização de reuniões e eventos, elaboração de documentos, atendimento, gestão de informações, viagens, arquivo, acompanhamento de demandas e assessoramento. São atividades concretas, ensináveis, observáveis e, em alguma medida, passíveis de sistematização em procedimentos. Há, entretanto, uma técnica menos visível que atravessa praticamente todas elas e que, embora seja frequentemente exercida por profissionais de secretariado, nem sempre é reconhecida como parte do repertório técnico da profissão: a capacidade de articulação . Articular, no contexto da assessoria executiva e da gestão secretarial, está para além do conhecer pessoas, estabelecer contatos ou possuir uma boa rede de relacionamentos. Também não deve ser confundido simplesmente com comunicação ou relações interpessoais. A articulação envolve identificar atores, compreender intere...

41 anos de Secretariado: carta aberta à categoria secretarial — 30 de setembro de 2026

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  Art por Angela Zima Carta aberta à categoria secretarial — 30 de setembro de 2026 Hoje é Dia Nacional do Profissional de Secretariado. Em 30 de setembro de 1985, a Lei nº 7.377 regulamentou o exercício da profissão no Brasil. Isso significa que chegamos, neste 30 de setembro de 2026, aos 41 anos de regulamentação profissional. E 41 anos talvez seja uma boa idade para fazermos algumas perguntas incômodas . Digo isso porque tenho a impressão de que, todos os anos, chegamos ao 30 de setembro repetindo palavras que aprendemos a associar à nossa profissão: evolução, transformação, protagonismo, estratégia, inovação, resiliência. Celebramos nossas conquistas (e devemos celebrá-las), mas talvez precisemos aproveitar a maturidade dos 41 anos para fazer algo um pouco mais difícil: olhar para aquilo que ainda não conseguimos resolver. Em dezembro de 2020, escrevi a Agenda 2021 – Demandas urgentíssimas para profissionais de secretariado . Seis anos se passaram. Muita coisa mudou no mundo do...

Da série Conceitos: o estigma secretarial

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Ilustração por Owen Gent. Há alguns anos, escrevi sobre aquilo que chamei de preconceito secretarial . Naquele momento, interessava-me pensar as relações construídas dentro da própria profissão, especialmente quando profissionais de Secretariado passam a medir a importância de seus pares a partir do lugar em que trabalham, do salário que recebem, do cargo de quem assessoram ou do prestígio da organização à qual estão vinculados. Era, portanto, um olhar para dentro: uma tentativa de compreender como nós mesmos podemos reproduzir hierarquias e estabelecer distinções que diminuem profissionais que compartilham conosco um mesmo campo de formação e atuação. Tenho pensado, contudo, que existe outra dimensão desse debate. Uma que não nasce necessariamente entre nós, embora também possa ser reproduzida por nós. Ela está no modo como socialmente aprendemos a enxergar o Secretariado e, principalmente, no conjunto de ideias que parece acompanhar as palavras secretária e secretário antes mesmo q...

O exercício diário que me ajudou a perdoar o meu "eu": o caminho do autoperdão

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Art by Owen Gent. Existe uma crueldade silenciosa que muitas vezes praticamos contra nós mesmos: julgar nossa versão do passado com os conhecimentos e maturidade que possuímos hoje. O adulto que você é agora olha para trás e encontra uma longa lista de decisões, omissões, escolhas equivocadas, medos, silêncios e situações que gostaria de ter enfrentado de outro modo. Nisso, surgem vários "eu deveria" em um tribunal interno permanente: "Eu deveria ter reagido", "Eu deveria ter percebido", "Eu deveria ter ido embora", "Eu deveria ter me defendido". A grande questão é: como poderíamos saber naquela época aquilo que só aprendemos depois de atravessar tudo o que atravessamos?  Nossa versão do passado não tinha acesso aos recursos emocionais, intelectuais e afetivos que construímos ao longo dos anos. Ela fazia o melhor que conseguia com as ferramentas disponíveis naquele momento. É aí que o perdão começa. A criança que você foi não tinha as r...

Liderança multigeracional e gestão humanizada

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  Crédito da pintura: Ksenija Pronina O que tenho aprendido liderando uma equipe multigeracional Iniciei minha trajetória na educação básica, técnica e tecnológica aos 22 anos, como professor. Após quatro meses, assumi a Coordenação de Estágio do campus. Aos 24 anos, assumi a coordenação de um curso de graduação (enquanto estava cursando meu mestrado). Aos 28, assumi a coordenação pedagógica e, aos 31, tornei-me Diretor de Comunicação Social do órgão em que atuo. Esse percurso não foi fruto do acaso. Sempre desejei ocupar espaços de liderança — e para isso busquei me preparar, estudando temas como desenvolvimento e comportamento humano, psicanálise, análise do discurso, comunicação não violenta, gestão de equipes e mapeamento de perfis profissionais. Foi com base nessas formações que desenvolvi as habilidades necessárias para acompanhar e desenvolver pessoas. Quando assumi minha equipe atual, encontrei três gerações convivendo no mesmo ambiente: Geração X - Nascidos entre 1965 e 1...