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Mostrando postagens de 2017

Quando falar de Deus é preciso: das moléculas aos poros

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Skulls and Anatomy, por PRRINT Enquanto penso como vou começar este texto, uma emoção me toma. Uma emoção tão necessária e tão forte que me descontrola e me desloca por um momento para um lugar que me traz paz, calmaria e descanso.  Os dias não estão fáceis e sinto que é nesse momento em que consigo me perceber como um ser humano que sou. As horas vão passando e a gente vai se esquecendo de algumas coisas necessárias para termos uma vida saudável. Deixamos os nossos egos tomarem conta e esquecemos o tão frágil somos. Criamos armaduras fortes ao nosso redor e como bons atores fingimos que está tudo bem e que as coisas estão exatamente como planejamos. Por dentro, estamos em guerra com sentimentos conflitantes e necessidades distintas.  Com a correria do dia a dia, não há tempo e espaço para enfrentarmos nossos medos, nossos demônios e assim tentar resolver algumas questões existenciais. Preferimos fugir e fingir, fugir dos problemas e fingir que eles não existem...

Música: Triste, Louca ou Má

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Essa música consegue me desmontar.  Ela consegue nos tirar do lugar comum e nos motivar a sermos mais, sermos mais de nós mesmos.  Pode parecer machista de minha parte pegar uma música que traz consigo um enredo mais feminista e usá-la para refletir os meus problemas psico-sociais, de homem cis branco e de classe média, todavia ela consegue se adequar em diversos panos de fundo.  Para o mundo gay então... Ainda sofremos por causa da heteronormatividade exacerbada enraizada em nossa sociedade.  Com isso, ela não é só uma música para um único grupo, ela é uma forma de protesto à essa sociedade violenta, excludente, categorizadora e homogeneizadora que tenta a todo custo padronizar o convívio humano e suas(seus) sujeitas(os). Triste, Louca Ou Má Francisco, El Hombre    Triste louca ou má Será qualificada Ela quem recusar Seguir receita tal A receita cultural Do marido, da família Cuida, cuida da rotina Só mesmo rejeita Bem conhecida ...

Secretariado: quando a renovação é necessária

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Enquanto escrevo esse texto, escuto Cartola. É incrível como ele consegue alcançar os nossos corações com canções tão simples e ao mesmo tempo tão verdadeiras e humanas. A que escuto agora é "Preciso me encontrar", uma das minhas favoritas. Gosto da parte em que ele diz: "Eu quero nascer, quero viver... Deixe-me ir, preciso andar, vou por aí a procurar, sorrir pra não chorar" Eu quero nascer. Não um nascer carnal, mas um nascer espiritual, da alma, nascer em um mundo onde eu possa ser eu mesmo, sem padrões desnecessários, sem imposições, sem medo de ser feliz e sem dores. Um mundo em que as pessoas me vejam como um ser humano, não como uma máquina produtora de resultados, que estará sempre a disposição, dia e noite, durante a alegria e a dor, sempre com um sorriso no rosto, paletó alinhado e gravata. Logo no ensino médio decidi que queria fazer graduação em Secretariado Executivo, era um mundo que me encantava. Via as secretárias do lugar onde eu tr...

O ódio faz parte da essência humana

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Eu odeio algumas pessoas e tenho raiva de outras. Assumir isso me faz bem.  Muitas vezes fugi dos meus medos e até de minha humanidade, pois algumas pessoas esperavam de mim uma postura assertiva que nem sempre eu seria capaz de tomar. Durante muito tempo vivi atrás de uma capa que não me permitia enfrentar de frente meu lado humano de ser e fui vivendo com a obrigação de ter os melhores conselhos , o melhor sorriso, o melhor abraço, de estar sempre bem, de ser paciente, de ser um bom ouvinte, de não me deixar abalar por coisas pequenas... Fui vivendo assim, acho que sobrevivendo mesmo. Eu não me permitia chorar, não me permitia sentir raiva, não me permitia por exemplo ter pensamentos negativos relacionados a alguma pessoa. Hoje me permito, hoje enfrento isso de frente, não dá para viver escondendo suas fragilidades durante toda a vida.  Dizer que odeio alguém me mostra o quanto sou humano e o quanto preciso evoluir para me tornar um ser melhor. Elenco meus ...

Baladinha top hetero: uma experiência antropológica.

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Por  Jennifer De Carvalho Medeiros  e  Jefferson Sampaio Fizemos o inusitado, entramos em uma baladinha TOP, em Taguatinga, e foi muito divertido. Queríamos dançar e procuramos então um lugar para entrar. Eram várias casas de show, uma ao lado da outra. Preços variados para entrar e filas enormes. Então, encontramos uma que era acessível o preço  e não tinha fila. Entramos. Foi inevitável observar algumas coisas. ... Dançamos muito, muito mesmo. Não estávamos ali para fazer tipinho ou seduzir alguém, estávamos ali para se divertir. Assim fizemos. ... Vimos tantas pessoas estereotipadas esvaziadas de si mesmas (mais de 80% das pessoas lá dentro), que vendem uma imagem tão frágil quanto o nível da sua exposição, que se isolam, se exibem e se agridem. Vimos mulheres em constante oferta do corpo e aparentando que estavam sempre à disposição do sexo oposto, que por sua vez se mostra viril sendo arrogante, prepotente e imaturo. Nós dançávamos loucamente enqua...

O que vejo em mim me agrada

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Hoje eu estou muito feliz. Hoje eu estou mais que feliz, estou pleno. Não gosto de fazer esse tipo de postagem, mas eu precisava fazê-la. Hoje olhei uma pessoa e o amei. Seu sorriso, seu jeito, seu olhar, sua vergonha... ele era lindo, perfeito em suas imperfeições, guerreiro, forte, másculo, macho, único, diferente, dono de si, simples em sua complexidade, adorável. Esse homem era eu. Sabe quando  você olha no espelho e tem a plena certeza de que você é um homão da porra? Hoje eu senti isso e é muito gostosa essa sensação.  Dias atrás eu escutei "o que vejo em você não me agrada", de alguém que era especial para mim, alguém que eu amava de uma forma pura e verdadeira. Aquilo doeu, cortou. Hoje olhei para mim e pensei: o que vejo em você me agrada e me agrada muito. Vocês não sabem o quanto isso é importante para mim. Sei que todos temos nossos problemas e que não é fácil a vida, já passei por muita coisa para estar aqui hoje, já sofri muito (muito mesmo), ...